domingo, 31 de dezembro de 2017

Chegou o 4º livro: O avesso do exato!

 Landisvalth Lima


    Depois de publicar dois romances, A mulher do pé de cabra e A esquerda bastarda, e um livro sobre educação, As patologias educacionais do semiárido baiano, chego agora ao meu quarto livro, O avesso do exato, pela Kindle/Amazon. Desta feita, percorro a trilha dos íngremes caminhos da poesia. São textos que escrevo há 25 anos, portanto desde 1992. Quase metade do que vivi foi dedicado a este livro. Escrever poesia para mim é muito penoso, porque sou muito exigente comigo mesmo. O livro é simples, objetivo, sem subterfúgios. São cinquenta e três poemas dispersos tematicamente, revelando o eu lírico neste mundo na busca de sua epifania. Mas não há nada convencional ou politicamente correto. Por enquanto o livro sai no formato digital. A partir de segunda-feira, sai no formato de papel, mas só no Amazon internacional. O preço é bem leve. Pedi para que ficasse a menos de dez reais. Livro não pode ser caro, principalmente na crise em que estamos vivendo. Como aperitivo, vai um poema do livro a seguir: 


Fonte :http://landisvalth.blogspot.com.br

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Estudo britânico vê aumento no risco de morte de bebês quando grávidas dormem de costas

Pesquisadores dizem que a posição em que a mulheres adormecem é a mais importante - elas não devem se preocupar com a posição em que acordam.


Mulheres estão sendo aconselhadas a dormir de lado nos últimos três meses de gravidez para evitar a morte do bebê.

Grávida
Foto: BBCBrasil.com
Um estudo com cerca de mil pacientes britânicas aponta que o risco de morte do feto dobra quando a gestante dorme de costas nesse período. Segundo os cientistas, o mais importante é a posição em que a mulher adormece - elas não devem se preocupar com a posição em que acordam.
Apesquisa analisou casos de 291 grávidas cujos bebês nasceram mortos e de 735 em cujas crianças chegaram ao mundo vivas.
Levantamentos indicam que uma em cada 225 gestantes no Reino Unido tem uma gestação que termina com a morte do bebê. Para os autores do estudo, estima-se que 130 bebês poderiam ser salvos por ano no país se as mulheres dormissem de lado.Publicado no British Journal of Obstetrics and Gynaecology (BJOG), o estudo, chamado MiNESS ("The Midlands and North of England Stillbirth Study", ou Estudo sobre Natimortos do Centro e Norte da Inglaterra), é o maior sobre o tema e confirma pesquisas menores na Nova Zelândia e na Austrália.
Michelle Cottle
Foto: BBCBrasil.com

Posição mais segura

Líder da pesquisa, o professor Alexander Heazell, diretor clínico do Tommy's Stillbirth Research Centre, centro de pesquisa sobre natimortos do Mary's Hospital de Manchester, na Inglaterra, aconselha as mulheres a dormir de lado em qualquer situação nos últimos três meses de gravidez."O que não quero é que as mulheres acordem de costas e pensem: 'meu Deus, fiz algo horrível com meu bebê'", diz ele. "A questão que pesquisamos é muito específica: em qual posição as pessoas foram dormir e por quanto tempo permaneceram nelas comparando com outras. Você não pode fazer nada em relação à posição que acorda, mas pode escolher a posição em que vai dormir", explica ele.  Pesquisadores ainda não conseguem dizer com certeza por que o risco de morte dos bebês aumenta. Mas os dados sugerem que a posição da mãe, combinada ao peso do feto, exerceria pressão nos vasos sanguíneos, podendo restringir o fluxo sanguíneo do bebê e sua oxigenação.Segundo Edwars Morris, do BJOG, a nova pesquisa é "muito bem-vinda"."É um estudo importante por engrossar os indícios de que a posição do sono de uma grávida altera os fatores de risco para a morte do bebê", afirmou.

Orientação

Com base no resultado do estudo, o instituto está fazendo uma campanha para incentivar grávidas a dormir de lado.Michelle Cottle apoia a ideia. Em 2016, o filho dela nasceu morto na 37ª semana - até então, a gravidez não havia apresentado nenhum problema.Ao escrever um blog sobre o assunto, chamado "Dear Orla", Cottle recebeu relatos de mulheres que tiveram experiências parecidas. Ela teve uma filha um ano depois e diz que conselhos como esses são importantes para que as gestantes se sentam mais confortáveis e sob o controle da situação."Eu realmente acredito que essas dicas ajudam as pessoas a ter uma gravidez mais saudável", diz ela, para exemplificar em seguida como a triste experiência que viveu teve impacto na gestação seguinte."Olhando para trás, fiquei bastante traumatizada. Na minha (segunda) gravidez, revivia meu pior pesadelo todo santo dia", afirma ela."Você sofre a cada momento que sente o bebê quieto, fica sem saber se ele está vivo ou não. É terrível. À noite é pior, porque muitas mulheres dizem que achavam que seus filhos tinham morrido enquanto elas dormiam. Isso é muito assustador, porque você precisa dormir."
Fonte:BBC BRASIL.com

sábado, 11 de novembro de 2017

Aviso

AVISO: Senhores leitores e seguidores do blog falascocri, toda biografia aqui editada é de origem da : https://pt.wikipedia.org, estamos levando as biografias até vocês para quê o eleitor possa conhecer melhor o perfil de cada politico e sua origem da nacionalidade.

Biografia de Michel Temer ( parte 2 )


Carreira política

Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes confiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notíciaslivros e acadêmico)

Em 1981, filiou-se ao recém-fundado Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).[34] Em 1983, o governador paulista André Franco Montoro, também do PMDB, o indicou para a Procuradoria-Geral do Estado, um cargo em que era responsável pela chefia de cerca de mil procuradores.[35][36][37] Como procurador, deu fim aos recursos repetitivos da administração pública, intermediou acordos de fazendeiros e sem-terra e começou a elaboração da Lei Orgânica da Procuradoria-Geral do Estado.[14]
Temer foi procurador até 1984, quando foi nomeado por Montoro como secretário da Segurança Pública.[38][39] No comando desta pasta, criou a primeira Delegacia da Mulher do Brasil em 1985,[40] incentivou os sistemas privados de segurança como forma de ajuda ao Estado, declarou-se favorável ao aumento do efetivo da Polícia Militar assim como à legalização do jogo do bicho, e foi o autor de uma bem-sucedida legislação que estabeleceu aposentadoria compulsória para delegados após trinta anos de serviço público, dos quais 25 deveriam ter sido dedicados ao serviço policial.[14][17][41] O objetivo desta lei era reestruturar a polícia e afastar funcionários antigos.[14]
Em sua gestão na secretaria, a quantidade de flagrantes contra bicheiros diminuiu. Em 1994, o chefe de Polícia durante seu mandato, Álvaro Luz, declarou à CPI do Bicho da Assembleia Legislativa que foi orientado a reprimir apenas os bicheiros que atuassem de modo "ostensivo." O deputado peemedebista Del Bosco Amaral apresentou judicialmente uma denúncia contra Temer, alegando que ele "teve apoio dos piores setores policiais, inclusive daqueles ligados ao jogo do bicho" e "não agiu com rigor contra a contravenção". Em 1986, a ação chegou ao Supremo Tribunal Federal e foi arquivada em 2006, sem que o Judiciário demonstrasse algum fundamento na acusação.[42]

Deputado federal constituinte e governo Fleury


Em meados do ano de 1986, saiu da secretaria de Segurança Pública para ser candidato pelo PMDB a deputado federal constituinte. Nas eleições gerais de novembro daquele ano, recebeu 43 mil votos e ficou como suplente.[37] Em 16 de março de 1987, Temer assumiu o mandato de deputado no lugar de Antônio Tidei de Lima, que licenciou-se para assumir a Secretaria de Agricultura de São Paulo.[16] Na Assembleia Nacional Constituinte de 1987, fez parte como titular da Subcomissão do Poder Judiciário e do Ministério Público,[43] da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, e da Comissão de Redação.[44][45]
Entre os temas debatidos na Constituinte, posicionou-se contra a pena de morte, a estabilidade no emprego, a desapropriação de propriedade produtiva, a estatização do sistema financeiro, a jornada semanal de quarenta horas, o voto aos 16 anos, a reforma agrária e o monopólio na distribuição do petróleo. Ele defendeu a legalização do aborto, o presidencialismo, a aposentadoria proporcional, o direito de greve, e o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney.[16] No livro Quem foi quem na Constituinte, publicado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) para medir os votos dos congressistas nas questões em que o órgão considerava como de interesse dos trabalhadores, Temer recebeu uma nota média de 2,25 (o máximo era dez).[46]
Na Constituinte Temer também desempenhou o papel de representante dos advogados e procuradores. Nesta posição, conseguiu a aprovação do artigo 133, que dispôs que "o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei." Quanto aos procuradores, atuou para separar os afazeres da Procuradoria-Geral da República, que era incumbida de defender o Poder Executivo Federal e dar pareceres. Com as alterações, a Advocacia-Geral da União ficou responsável pela defesa do Executivo, enquanto a PGR por dar pareceres.[14]


Em 1987, Temer quase deixou o PMDB para ser fundador do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).[13] Ele tinha proximidade com fundadores do PSDB, como José SerraFHC e Mário Covas. No entanto, decidiu permanecer no PMDB após um conselho de Montoro, que o disse: "No PSDB, a fila vai ser grande para você."[13][47]
Nas eleições de 1990, candidatou-se à reeleição e recebeu 32 mil votos, obtendo novamente a suplência. Em abril de 1991, foi reconduzido ao cargo de Procurador-Geral do Estado pelo governador Fleury Filho. Em 8 de outubro de 1992, seis dias após o Massacre do Carandiru, foi nomeado por Fleury para comandar a secretaria de Segurança Pública.[14] Temer esquivou-se quando perguntado acerca de sua avaliação do desempenho de seu antecessor no cargo, Pedro Franco de Campos, frente a matança. Ele disse que, como não tinha acompanhado os episódios na hora em que eles ocorreram, era "muito difícil avaliar a situação".[48] Sua segunda gestão na secretaria foi voltada a acalmar os ânimos na Polícia Militar, que estava sendo criticada pelo massacre.[14][49] Entre as medidas tomadas, obrigou os policiais envolvidos em confrontos resultantes em mortes a passar por tratamento psiquiátrico e impôs a realização do exame residuográfico nas mãos de criminosos mortos. No final de 1993, assumiu a secretaria de Governo, e, em 5 de abril de 1994, deixou a secretaria de Segurança Pública. Em 6 de abril de 1994, Temer voltou a ser deputado federal.[16]

Deputado federal (1995 a 2010)

Mandato de 1995 a 1997

Embora tenha sido cotado para ser o candidato peemedebista ao governo de São Paulo na eleição de 1994, não recebeu o apoio de Fleury. Neste contexto, Barros Munhoz foi o candidato a governador, e Temer elegeu-se deputado federal com 70,9 mil votos — vindos principalmente da Grande São Paulo e de Tietê.[50] No segundo turno ao governo paulista, apoiou Mário Covas.[51] Com a vitória de Fernando Henrique Cardoso para presidente, foi indicado por integrantes da bancada do PMDB para o Ministério da Justiça, mas não contou com o apoio de Fleury. O PMDB optou por apoiar FHC, mas algumas alas eram contrárias a esta posição; Temer, ligado a Orestes Quércia, defendeu a independência.
Temer assumiu seu primeiro mandato como deputado federal eleito em 1.º de fevereiro de 1995. Indicado pela ala quercista, foi escolhido líder do PMDB na Câmara dos Deputados.[52]Em março de 1995, afirmou que, levando em conta a proporcionalidade, seu partido deveria possuir mais cargos no governo FHC. Um mês depois, sugeriu que o PMDB rompesse com o governo se as reivindicações regionais de seus congressistas não fossem ouvidas. Ao longo daquele ano, Temer afastou-se de Quércia e acompanhou a posição governista nas votações de emendas constitucionais. Desta forma, votou favoravelmente a quebra do monopólio estatal das telecomunicações, do término do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo, e ao fim do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado.
Em março de 1996, foi indicado pelo governo para a relatoria da reforma da previdência, substituindo o deputado Euler Ribeiro, cuja proposta havia sido derrotada por um grupo de dissidentes peemedebistas que defendia a manutenção da aposentadoria por tempo de serviço, enquanto Ribeiro sugeriu a aposentadoria por tempo de contribuição. Temer usou como base de seu relatório o projeto criado pelo Ministério da Previdência e as emendas propostas. Devido a diversas irregularidades constatadas em seu processo de aposentadoria como procurador, partidos oposicionistas solicitaram seu afastamento por o considerarem eticamente impossibilitado, mas Temer permaneceu na função. A proposta acabou sendo aprovada em primeiro turno no final de março de 1996. Entretanto, nos meses seguintes, o governo sofreu alguns reveses, como o fim da necessidade de idade mínima para aposentadoria e a igualdade de vencimentos entre servidores ativos e inativos. Em junho daquele ano, votou favoravelmente à criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira(CPMF), encaminhada pelo governo FHC.

Presidente da Câmara dos Deputados (1997 a 2001)

Em setembro de 1996, lançou-se candidato à presidência da Câmara dos Deputados. Temer contava com o apoio do governo, o qual esperava em troca o apoio do PMDB à emenda que autorizava uma reeleição consecutiva para o Executivo, a qual Temer votou a favor em 28 de janeiro de 1997. Na disputa pelo comando da Câmara, o PMDB possuía outros dois pretendentes ao cargo: Paes de Andrade e Luís Carlos Santos, que acabaram retirando suas candidaturas. Em 5 de fevereiro, Temer foi eleito presidente da Câmara com 257 votos, derrotando Wilson Campos (PSDB-PE), que foi a escolha de 119 deputados, e Prisco Viana (PPB-BA), o qual recebeu 111 votos.[53] Com isso, efetivou-se a aliança do PFL com o PMDB, a qual previa a rotatividade dos dois partidos na presidência da Câmara; em 1995, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA) havia sido eleito. Sua vitória garantiu a FHC uma significativa influência na Câmara. Além de aliado do governo, na época Temer era um dos maiores defensores dos interesses do presidente.[54]

Temer começou seu mandato triplicando a verba de despesas dos gabinetes e permitindo que os parlamentares aumentassem os honorários de seus assessores.[55] Com isso, cumpriu uma promessa de campanha, voltada principalmente aos deputados de menor relevo. Ele manteve seu estilo de negociador e esforçou-se em encaminhar projetos que interessavam o governo, como as reformas administrativas e da previdência. Por outro lado, continuou debatendo com os oposicionistas.
Antônio Carlos MagalhãesÉlcio Alvares, Temer e FHC durante encontro no Congresso Nacional.
Em junho de 1997, Temer foi considerado por uma pesquisa do DIAP o quarto parlamentar mais influente do Congresso Nacional. Na mesma época, insatisfeito com as críticas do presidente Fernando Henrique Cardoso em relação ao seu desempenho na Câmara, apoiou o movimento suprapartidário "Reage Câmara", que tinha o propósito de tornar a Câmara dos Deputados mais independente do Poder Executivo, além de criar uma agenda com assuntos que interessassem o país.
Em agosto de 1998, usou sua influência política para conseguir a liberação de verbas para os esforços de recuperação dos estragos causados pelo El Niño em três de suas bases eleitorais: Tietê, Cerquilho e Duartina. Naquele mês, ocupou interinamente durante quatro dias a presidência após FHC e Marco Maciel viajarem. Temer voltou a ser presidente interinoem junho de 1999.[56]
Em outubro, reelegeu-se deputado federal com 206,1 mil votos, a maior votação do PMDB ao cargo de deputado federal em todo o país.[57] Ao iniciar o novo mandato, em fevereiro de 1999, foi reeleito presidente da Câmara dos Deputados. Como candidato único, Temer recebeu 422 de 513 votos possíveis.[58] Em 2001, ele também foi o presidente da Comissão de Finanças e Tributação.[59]
Em 1999, Temer rejeitou vários pedidos de abertura de processo de impeachmentcontra FHC.[60][61] Um desses pedidos baseava-se em uma escuta telefônica em que o presidente autorizava André Lara a pressionar o fundo de pensões do Banco do Brasil a participar em um dos consórcios do leilão de privatização da Telebrás.[62][63] No mesmo período, defendeu a preservação da Justiça do Trabalho ao rejeitar a proposta do relator da reforma do Judiciário, o então deputado Aloysio Nunes, que defendia o seu término.[64]

Durante as discussões sobre a reforma política em 2000, Temer defendeu o financiamento público de campanhas. Ele alegou que se trata de um dispositivo que proporciona a igualdade de oportunidades.[16] Para sua sucessão à presidência da Câmara dos Deputados em 2001, apoiou o deputado tucano Aécio Neves, que acabou sendo eleito.[16]
Os seus dois mandatos consecutivos como presidente da Câmara também foram marcados por conflitos públicos que teve com o senador ACM, presidente do Senado à época. Temer acusou ACM de intrometer-se em assuntos da Câmara, enquanto o senador classificou a gestão de Temer como "desastrosa". Os congressistas chegaram a trocar algumas ofensas. A mais famosa delas, em que ACM classifica Temer de "O mordomo de filme de terror", continuou sendo lembrada décadas depois.[65][66][67]


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Biografia : Michel Temer parte-1

Início de vida e educação


Michel Temer nasceu em 23 de setembro de 1940 em Tietêinterior do estado de São Paulo, e foi criado em um ambiente rural.[3][4] Filho de Nakhoul "Miguel" Elias Temer Lulia e Marchi Barbar Lulia, é o caçula de oito irmãos.[5] Católicos maronitas, seus pais e três irmãos mais velhos deixaram Betabura (Btaaboura), distrito de Koura, no norte do Grande Líbano, em 1925, e mudaram-se para Primeira Guerra Mundial.[3][6][7] No novo país, seu pai comprou uma chácara em Tietê e instalou uma máquina de beneficiamento de arroz e café, que rapidamente possibilitou a ascensão econômica da família.[3][8][9] Os costumes da região originária de sua família sempre estiveram presentes em sua vida. Temer não domina a língua árabe, mas consegue compreender o assunto de uma conversa nesse idioma. No decorrer de sua vida, visitou duas vezes a cidade natal de seus pais; a principal rua de Btaaboura chama-se "Michel Tamer (sic), vice-presidente do Brasil".[10][11][12]
o Brasil para fugirem dos problemas do pós-
Durante a infância, Temer sonhava em ser pianista, o que não pôde ser possível por não haver professores em sua cidade.[13] Na adolescência, desejava ser escritor.[14] Depois de ficar em recuperação nas disciplinas de química e física em seu primeiro ano de colegial, desistiu do "curso científico", que priorizava ciências exatas e biológicas. Em 1957, mudou-se para a cidade de São Paulo para concluir o colegial do "estilo clássico", formado principalmente por disciplinas das áreas de humanas e letras.[3]
Em 1959, seguindo os passos de quatro irmãos mais velhos, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.[3][5] Em seu ano de calouro, envolveu-se com a política estudantil ao tornar-se o segundo-tesoureiro do Centro Acadêmico (CA) XI de Agosto. No ano de 1962, concorreu à presidência do CA, mas foi derrotado por uma diferença de 82 votos.[3] Um ano depois, graduou-se em direito pela USP.[15] Temer manteve-se neutro diante do golpe de 1964, e, com o início da ditadura, afastou-se do movimento estudantil.[3][14] Mais tarde, em relação ao seus anos como estudante na USP, declarou: "Confesso que durante a faculdade fiz muita política universitária, então embora estudasse, sobrava pouco tempo para estudar para não ser reprovado."[3]
Em 1974, concluiu doutorado em direito público na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).[16] Nesta especialização, foi orientado pelo professor de direito administrativo Celso Antônio Bandeira de Mello e sua tese virou seu primeiro livro: Território Federal nas Constituições Brasileiras, publicado pela Revista dos Tribunais.[14]

Carreira acadêmica

Em 1968, Temer passou a ministrar aulas de direito constitucional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde deu aulas de direito civil e foi diretor do departamento de pós-graduação[5][17][18] Temer também foi diretor do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional e membro do Instituto Ibero-Americano de Direito Constitucional.[19]
Em agosto de 1969, Temer começou a trabalhar na Faculdade de Direito de Itu (FADITU) como assistente do professor Geraldo Ataliba. Pouco tempo depois, assumiu como titular da cadeira de direito constitucional. Temer também foi vice-diretor (entre 1975 e 1977) e diretor (entre 1977 e 1980) na FADITU. Ele trabalhou neste educandário até 1984.[20][21]
Como professor, Temer costumava afirmar nos primeiros dias de aula que todos os seus alunos estavam aprovados: "Sou pago pra dar aulas e vocês pagam para que eu dê aulas, então quem tem que exigir minha presença são vocês. Se vocês não vierem à aula eu saio mais cedo e vou para o meu escritório trabalhar. Não passo lista de frequência e vocês estão todos aprovados desde já. Quem vai reprovar é a vida", dizia.[18][22]

Publicações

Temer publicou quatro obras principais e relacionadas as áreas jurídica e política. A mais famosa delas, Elementos de Direito Constitucional, foi publicado em 1982 e vendeu mais de 240 mil cópias.[18] O livro, de linguagem simples e que encontra-se em sua 24.ª edição, foca na organização do Estado brasileiro, priorizando explicações sobre o funcionamento dos três poderes constituídos. A obra divide opiniões: enquanto alguns elogiaram sua escrita clara sem muito "juridiquês", outros a consideraram muito superficial.[23] Outra obra importante é Território Federal nas Constituições Brasileiras, lançada em 1976. A obra constitui-se na melhor tese sobre a figura e o regime jurídico do território federal no Brasil, desde suas origens no início do século XX com a questão do Acre.[24]
Em 1994, Temer publicou o livro Constituição e Política, que aborda direito público e constitucional.[25] Seu livro Democracia e Cidadania, publicado em 2006, ressaltou a relevância do direito e incluiu alguns de seus discursos como deputado federal.[16] Em suas obras, mostrou-se simpatizante do parlamentarismo, defensor da Constituição, favorável ao recall, diminuição da carga tributária, contrário ao intervencionismo na economia e no Poder Judiciário, e a uma reforma do sistema fiscal.[23]
Por sua obra jurídica, Temer é um dos constitucionalistas mais citados pelo Supremo Tribunal Federal nos julgamentos em sede de controle de constitucionalidade entre os anos 1988 a 2012, conforme estudo divulgado nos sites Conjur[26] e Migalhas.[27]
Entretanto, considerou-se um escritor realizado apenas em 2013, quando publicou Anônima Intimidade, um livro de poemas e ficção.[28] Os mais de 120 poemas que compõem esta obra foram escritos em guardanapos durante suas viagens aéreas entre São Paulo e Brasília. Para Temer, escrever poemas o ajudava a recuperar-se da "arena árida da política legislativa".[23][29][30]

Carreira jurídica

Após sua formatura na Universidade de São Paulo em 1963, Temer começou a trabalhar como advogado trabalhista para um sindicato de vendedores viajantes de São Paulo.[14][31][32] Simultaneamente, trabalhou como oficial de gabinete de José Carlos de Ataliba Nogueira, seu antigo professor da USP e então Secretário da Educação de Ademar de Barros.[14][17] Juntamente com os advogados Paulo de Barros Carvalho, Celso Ribeiro Bastos e José Eduardo Bandeira de Mello, Temer abriu um escritório no centro de São Paulo. Como eram advogados iniciantes, não tinham muitos clientes. Em 1969, quando os quatro foram aprovados em concursos públicos, eles fecharam o escritório.[14]
Ao tornar-se assistente de Geraldo Ataliba na disciplina de direito constitucional na PUC-SP, começou a interessar-se por direito público e na ideia de prestar um concurso. Temer passou no concurso para o cargo de procurador do Estado de São Paulo, tomando posse em 1970 e sendo designado para a Procuradoria Administrativa, no subsetor Mandado de Segurança.[14][16] Em 1978, tornou-se procurador-chefe da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo.[33]
Durante o período em que era servidor público, advogou no escritório de seu irmão Fued Temer. Novamente com Celso Bastos, Temer abriu um novo escritório, que dessa vez também contava com a participação de Celso Antônio Bandeira de Mello e Geraldo Ataliba; depois de algum tempo, Bastos foi substituído por Adilson Abreu Dallari, assistente acadêmico de Bandeira de Mello. Em 1977, eles fixaram o escritório na esquina da Avenida Paulista com a Alameda Casa Branca. No começo, embora não tivessem formalizado uma sociedade, eles dividiam o trabalho, as despesas e os lucros. Com o passar do tempo, decidiram que cada um cuidaria dos seus casos, mas mantiveram a repartição dos gastos. Temer trabalhava nas áreas cível, empresarial e trabalhista. Ele permaneceu neste escritório até meados dos anos 1980.[14]